A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), e o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Fortaleza (Consea) iniciaram, na terça-feira (15/05), o mapeamento das ações executadas por diferentes órgãos do poder público para a elaboração do 1º Plano de Segurança Alimentar e Nutricional de Fortaleza.

O trabalho está sendo realizado dentro da III Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Fortaleza + 2 (CMSAN +2). Com o tema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, o debate se estende até quarta-feira (16/05), na sede da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel), com a participação de representantes da Prefeitura, Consea e da sociedade civil organizada. Grupos de trabalho identificam as principais potencialidades e analisam as deliberações da III Conferência Municipal de Segurança alimentar e nutricional de 2015, propondo ações, metas, prazos e órgãos responsáveis.

“A conferência acontece a cada quatro anos e, a cada dois anos, a gente avalia as ações e os resultados desenvolvidos para que sirvam de subsídio para o nosso Plano Municipal de Segurança Alimentar”, explicou Silvia Figueiredo, coordenadora de Segurança Alimentar da SDHDS.

Fortalecer e implantar políticas, programas e ações da educação alimentar e nutricional é considerado, atualmente, um dos grandes desafios da humanidade. A nutricionista Priscila Alves chama a atenção para os altos índices de obesidade em Fortaleza. “Sempre ouvimos dizer que criança saudável é criança gordinha. Esse mito precisa acabar porque criança saudável é criança alimentada com produtos naturais e não industrializados. A população de obesos, independente de classe social, só cresce em Fortaleza. Em 2016, a Cidade estava na sexta posição com maior excesso de peso entre adultos. Isso precisa parar”, destacou.

A preocupação de manter bons hábitos alimentares começa na amamentação. Crianças com aleitamento materno exclusivo até os seis meses têm menos chance de desenvolver intolerâncias e alergias. Uma das diretrizes para promover acesso universal à alimentação adequada é garantir o acesso à informação, priorizando mulheres de baixa renda e chefes de família, crianças em idade escolar, clientes de restaurantes populares ou cozinhas comunitárias, produtores de hortas municipais e outras categorias de maior vulnerabilidade social.

“As ações das secretarias atingem a população. O Programa de Aquisição de Alimentos, por exemplo, distribui leite para três mil pessoas por dia em Fortaleza. O restaurante popular produz 1.390 refeições diárias. O programa de alimentação escolar atende mais de 600 escolas em Fortaleza. Todas essas ações de nutrição do município são monitoradas para saber quem está se alimentando bem, quem está obeso, quem está comendo errado e quem está passando fome”, esclareceu o secretário-executivo do Consea, Roberto Sérgio.